Sou um felino doméstico. Vagabundo ou não, ando por aí.
Adoro muros e telhados alheios.
Namoro de madrugada – a lua e a gata.
Faço poesia e muita prosa.
Sou cinzento na cor e colorido na alma.

19/06/2016

Transformação




Sinto-me como o vento em calmaria que a qualquer momento se tornará ventania. Sinto-me como um céu avermelhado que a qualquer momento se tornará marinho. Às vezes é necessária uma pausa pra continuarmos o caminho. Paro neste instante e refugio-me em minha própria história. Saudade que mato com os olhos e que devoro com beijos e carícias. Saudade que saúdo com canções e taças de vinho. Sinto-me como um furacão que a qualquer se tornará calmaria. Sinto-me como um céu enegrecido que aos poucos dará passagem ao vermelho do dia. Sinto-me as quatro estações em um único dia.

3 comentários:

Gracita disse...

O que torna o ser humano ímpar é a sua capacidade de passar pela metamorfose para transformar-se. Uma prosa poética espetacular amigo
Uma nova semana de paz
Beijos

lis disse...

Lendo fiquei imaginando não só as estações mas todas as idades que cabem no nosso corpo.
Podemos sentir todas elas.Bonito seu poma poético ,adoro ler os poetas.
E gosto da companhia no meu espaço.
Que lindas transformações nas imagens!

sandra mayworm disse...

Lindo texto, gato cinzento!
Abraços.