Quando dei por mim, estava num lugar desconhecido. Minhas
retinas não reconheciam aquele habitat cinza e frio. Tudo era estranho. Estava
literalmente perdido. Procurava-me através do faro, mas só identificava o
cheiro de outros seres. Olhava para cima e não encontrava a lua. Fechei os
olhos novamente e voltei a sonhar. Era assim, sonhando, que descobria que ainda
estava vivo.
Sou um felino doméstico. Vagabundo ou não, ando por aí.
Adoro muros e telhados alheios.
Namoro de madrugada – a lua e a gata.
Faço poesia e muita prosa.
Sou cinzento na cor e colorido na alma.
10/06/2018
17/09/2016
translado
A noite e o dia se misturam. A lua e o sol se visitam. E os olhos felinos de um vagabundo noturno testemunham
o apagar das estrelas. Fecha a cortina
da noite, e o palco da vida se doura com o sol.
É dia, os pássaros anunciam. O corpo boêmio de um gato vira-lata se
esparrama numa velha touceira.
Assinar:
Postagens (Atom)